A
biotecnologia é uma área interdisciplinar fortemente ligada à pesquisa
científica e tecnológica que tem como principal objetivo desenvolver processos
e produtos utilizando agentes biológicos.
De
acordo com a ONU, “Biotecnologia
significa, qualquer aplicação tecnológica que utilize sistemas biológicos,
organismos vivos, ou seus derivados, para fabricar ou modificar produtos ou
processos para utilização específica.” (ONU, Convenção de Biodiversidade 1992,
Art. 2).
Mas essa
área do conhecimento humano não é recente. Estima-se que o uso de processos
biológicos de microrganismos tenha começado há mais de 6.000 anos, com a
produção de alimentos, como pães e bebidas fermentadas, em diversas
civilizações.
Atualmente,
os avanços da Biotecnologia geram benefícios em diversas áreas, como saúde,
meio ambiente, agricultura e infraestrutura, entre outros.
São
produtos e inovações que contribuem para combater doenças, alimentar os
famintos, usar energia mais limpa e em menor quantidade, reduzir o passivo
ambiental e proporcionar processos industriais mais seguros, limpos e
eficientes.
A
Biotecnologia moderna engloba áreas de aplicações biológicas em saúde e
biomedicina, na agricultura e na produção de insumos industriais, com uma forte
orientação multidisciplinar e experimental. Dentre as disciplinas que
constituem as bases da Biotecnologia destacam-se aquelas das áreas biológicas
(principalmente microbiologia e biologia molecular), das áreas químicas
(química orgânica, química analítica e bioquímica) e das áreas de engenharia
(principalmente engenharia bioquímica ou de bioprocessos).
A
interdisciplinaridade da Biotecnologia moderna pode ser exemplificada por
algumas de suas aplicações industriais. Na indústria farmacêutica:
desenvolvimento de novas drogas, farmacoterapias, produção e melhoramento de
antibióticos, produção de proteínas recombinantes para fins terapêuticos,
vacinas, estabelecimento de terapias gênicas e outras estratégias para o
tratamento de doenças animais e vegetais. Nos laboratórios de análises: desenvolvimento
de testes diagnósticos clínicos, alimentícios, agrícolas e ambientais. Na
agricultura: desenvolvimento de novas variedades de cultivos/organismos
transgênicos. Na indústria alimentícia: diversas aplicações na produção e no
controle de qualidade de produtos alimentícios e bebidas. No meio ambiente:
tratamento de esgoto e efluentes industriais, biorremediação, biocombustíveis.
Na Indústria química: produção de insumos químicos, enzimas e outras proteínas
recombinantes. Na instrumentação: desenvolvimento de bioreatores, softwares e consumíveis da
área biotecnológica. Na medicina: desenvolvimento de biomateriais reparativos e
bioindutores, produção de órgãos e tecidos biológicos ex-vivo.
Estimativas
mais conservadoras apontam a Biotecnologia como responsável por aproximadamente
1% do PIB dos países da OECD (Organisation for Economic Co-operation and Development),
com um potencial atual de contribuir para 5,6% do PIB destes países. Estima-se
que, em 2030, a área de Biotecnologia contribua para 80% dos novos
medicamentos, 35% da produção química, 50% da produção do setor primário, num
total de 2,7% do PIB dos países ligados à OECD, ou seja, em torno de 1 trilhão
de USD.
No
Brasil, a Biotecnologia é uma das principais linhas de ação de Pesquisa,
Desenvolvimento e Inovação em áreas consideradas estratégicas pelo Ministério
de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Fonte:
http://www.sjc.unifesp.br
Fonte: www.bio.org
Nenhum comentário:
Postar um comentário