terça-feira, 30 de junho de 2015

O futuro é a BIOTECNOLOGIA

Uma vez o criador e dono da Microsoft, Bill Gates, disse que se tivesse que escolher uma profissão atualmente esta seria a de biólogo. Ele considera que os avanços relacionados com a tecnologia e os organismos vivos serão a área mais promissora deste novo século. E isto é Biotecnologia!
A Biotecnologia é uma área dentro da Biologia onde há a uma variedade de trabalhos a serem exercidos. Basicamente, ele associa os conhecimentos da Biologia com outras disciplinas como química, física, estatística e informática. O biotecnologista reúne tudo isto para desenvolver tecnologias associadas às áreas de saúde, alimentação, indústria química e desenvolvimento ambiental.
O conhecimento da genética é essencial nesta área. Muitos dos trabalhos feitos recentemente em biotecnologia estão baseados do DNA e seus processos. Conhecer como os organismos resolvem os problemas ajudam os cientistas a resolverem outros problemas que possam acontecer com pessoas.
Um exemplo muito legal de lembrar é a produção de insulina. Vocês devem saber, uma pessoa com diabetes não produz insulina ou está com sua produção debilitada. Para manter os níveis de açúcar correto no sangue, elas precisam tomar injeções com o hormônio. Atualmente, a insulina é feita utilizando bactérias com um mecanismo celular que produz a insulina humana.
O exemplo é muito interessante e mostra como a biotecnologia é importante para o desenvolvimento da sociedade. Porém, existe um outro lado da moeda. Como o da polêmica quando se toca no assunto de alimentos transgênico. O que devemos levar em consideração é que tecnologia não é má ou boa, mas o que as pessoas fazem dela. Os dois exemplos são clássicos sobre isso.
A biotecnologia proporciona usar o conhecimento desenvolvido por bilhões de anos entre os organismos, portanto, ainda existem muitas coisas para serem desenvolvidas nesta área. E cada vez que conhecemos mais a Natureza, podemos utilizar ela de forma a manter o planeta habitável. Este é um dos princípios que movem os profissionais da biotecnologia.
Por isso é considerada uma carreira do futuro e muito promissora. No Brasil existem alguns cursos de graduação em Biotecnologia e você também pode estudar Química, Biologia ou mesmo Engenharia e depois tentar uma pós-graduação nesta área.
Fonte: https://www.biologiatotal.com.br/blog/o+futuro+e+da+biotecnologia-193.html

sexta-feira, 26 de junho de 2015

A Biotecnologia na obtenção de Cosméticos Verdes

 
 
 
A busca por “cosméticos verdes” tem dirigido a indústria para a obtenção de produtos e processos cada vez mais eficientes e com o menor impacto ambiental possível. No centro desta discussão, o uso da Biotecnologia tem surgido como uma excelente alternativa.
Um grande número de homens e mulheres em todo o mundo não economiza dinheiro quando o assunto é beleza. O reflexo disto é que a indústria mundial de cosméticos atingiu a marca de US$ 350,3 bilhões em vendas no ano de 2009¹, com o mercado brasileiro bastante aquecido, crescendo em média 10,5%2 ao ano durante a última década e ocupando a terceira posição no ranking mundial². Contudo, o crescente avanço nas legislações ambientais, a normatização de regras de descarte de resíduos e a contínua mudança do perfil dos consumidores destes produtos, cada vez mais preocupados com a economia dos recursos naturais e “antenados” em inovações tecnológicas, faz com que a indústria cosmética esteja em contínuo aperfeiçoamento de seus produtos e processos em busca de “tecnologias verdes”.
Diante deste cenário, a utilização de técnicas biotecnológicas para o aperfeiçoamento de processos já existentes e / ou para a criação de novos conceitos e produtos tem emergido como uma alternativa à manufatura tradicional de cosméticos. Enzimas ativas, biopolímeros funcionais e produtos de origem fermentativa cada vez mais são utilizados como insumos ativos neste mercado³.
Embora o termo “biotecnologia” seja relativamente recente – foi introduzido em 1919 pelo engenheiro húngaro Karl Ereky – sua aplicação se confunde com os primeiros relatos do uso de cosméticos pela humanidade. Atualmente, a definição mais ampla de biotecnologia envolve “a aplicação tecnológica que faz uso de organismos vivos, sistemas ou processos biológicos, na pesquisa e no desenvolvimento, na manufatura ou na provisão de bens e serviços especializados”4. E de fato muitos produtos de prateleira já empregam a chamada biotecnologia clássica, pelo uso de extratos e ativos obtidos a partir de fontes naturais, como as plantas, por exemplo. Entretanto, cada vez mais o uso de processos fermentativos, tecnologias de DNA recombinante e de biocatalizadores possibilitam alternativas ecológicas para a obtenção de insumos ativos.
Um exemplo clássico é a obtenção do ácido hialurônico. Este glicosoaminoglicano aniônico não sulfatado é um biopolímero linear de alta massa molecular, muito utilizado como ingrediente ativo em produtos anti-aging. Ele é um componente naturalmente presente em nossa pele, e é um dos principais responsáveis pela característica lisa e elástica desta quando jovem5. Com o passar do tempo, a concentração desta substância na pele diminui, contribuindo para a desidratação e para o aparecimento das indesejadas rugas.
O mercado para a comercialização desta substância é estimado em mais de US$ 1 bilhão por ano no mundo5 e, desta maneira, alternativas para a sua obtenção estão em constante estudo por parte da indústria. Tradicionalmente, esta substância tem sido extraída de tecidos animais como o fluido sinovial e as cartilagens5. Entretanto, processos fermentativos envolvendo bactérias dos gêneros Streptococcus e Bacillus têm surgido como excelentes alternativas para a obtenção do ácido hialurônico, pois em geral estes processos apresentam maiores rendimentos, custos reduzidos e eliminam a necessidade de uma fonte de insumos de origem animal. Nestes processos fermentativos, as cepas das bactérias selecionadas (ou modificadas através de técnicas de engenharia genética) são cultivadas em fermentadores sob condições adequadas, previamente pesquisadas e desenvolvidas. Em condições consideradas ótimas, as bactérias podem produzir quantidades apreciáveis do produto desejado em poucas horas, e o subproduto deste processo é uma massa de bactérias que pode inclusive ser utilizada como fertilizante.
Outro exemplo envolve a utilização de processos com reações catalisadas por enzimas (biocatalizadores) como alternativa para a síntese orgânica convencional. Estes processos em geral permitem a obtenção de substâncias químicas ativas com altíssimo grau de pureza, pois enzimas proporcionam reações regioespecíficas (direcionadas para um ponto específico da molécula-alvo) e enantiosseletivas (destinada a obtenção de apenas um dos enantiomeros possíveis). Desta maneira, etapas de isolamento e purificação do produto desejado são minimizadas, permitindo a obtenção de um processo economicamente mais viável. Além disso, o uso de enzimas permite o desenvolvimento de processos isentos de solventes orgânicos tóxicos.
Tais estratégias já são empregadas na bioprodução do trans-resveratrol, um polifenol com atividade antioxidante marcante, e na obtenção do (-) mentol, um ativo muito utilizado em fragrâncias e que pode ser obtido através de síntese assistida por lípases (enzimas que atuam em lipídeos, Fig. 1). A maior vantagem em ambos os casos mencionados é o alto rendimento de produção dos compostos puros em larga escala através de um processo “verde”, sem a utilização de solventes tóxicos e com economia de recursos naturais.
Estudos recentes demonstraram que o uso destes biocatalizadores na indústria pode permitir, em alguns casos, uma drástica redução no consumo de recursos naturais e nas emissões de agentes tóxicos ao meio ambiente (Fig. 2). A redução no consumo de energia para produção de ésteres derivados de ácidos graxos, usualmente empregados pela indústria cosmética, pode ser de até 62% quando comparamos um processo enzimático otimizado com um processo sintético convencional. Assim, quando pensamos em “cosméticos verdes” não é difícil imaginar que alguns destes dados fornecem subsídios irrefutáveis para a tendência do uso de técnicas biotecnológicas por parte desta indústria. Contudo, nem sempre isso é possível e, em muitos casos, os processos sintéticos convencionais ainda apresentam-se como a melhor alternativa.
Evidente que todas as vantagens apresentadas pelo uso da biotecnologia na obtenção de “cosméticos verdes” possuem um preço: alto know-how tecnológico! Investimentos em P&D de produtos e processos constituem aspectos cruciais neste mercado, além da necessidade da formação de recursos humanos para atuar nestes processos. E isso pode e deve ser explorado pela indústria de cosméticos brasileira! A idéia de que “ciência vende” começa a ser percebida pela indústria nacional e o conceito do uso racional dos recursos naturais já faz parte do perfil dos consumidores de cosméticos no Brasil: segundo a consultoria QuorumBrasil, cerca de 74% dos consumidores da classe média brasileira estão de alguma maneira preocupados com questões ambientais6.
Cabe a indústria o contínuo aperfeiçoamento de seus processos e produtos no sentido de conquistar cada vez mais uma clientela consciente e exigente. E um dos principais caminhos para isso passa necessariamente pelo investimento em Pesquisa e Desenvolvimento!

Novo vírus, que provoca paralisia em crianças, é descoberto em Manaus!

 
 
 
Pesquisadores encontraram em Manaus (AM) um novo vírus que causa diarreia, paralisia das pernas por até duas semanas e que pode levar à morte. Segundo a pesquisadora que coordenou o trabalho, Patrícia Puccinelli, do Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia) , o vírus é transmitido por água contaminada com fezes.

A descoberta no Brasil do gemycircularvirus foi feita a partir da análise molecular das fezes de 1,5 mil crianças de até dez anos que tiveram diarreia e foram atendidas em prontos-socorros de Manaus entre 2007 e 2009. Entre as crianças que fizeram parte da pesquisa, cinco estavam contaminadas. Segundo Patrícia, o vírus já havia sido descoberto no Sri Lanka, onde os sintomas também foram detectados em adultos.

A pesquisadora ressaltou que a presença do vírus foi observada em Manaus porque o estudo foi feito apenas nessa cidade, mas alertou que ele pode estar presente em outros Estados.

Para prevenir a doença, é necessário o fortalecimento do saneamento básico por parte do Estado e também que a população tome medidas básicas como lavar as mãos após ir ao banheiro e antes das refeições e só ingerir água filtrada ou fervida.

Atualmente, a detecção do gemycircularvirus só pode ser feita pela análise molecular das fezes, porém a pesquisadora Patrícia Puccinelli está estudando o desenvolvimento de um kit de diagnóstico rápido do vírus.

O pesquisador do Laboratório de Medicina da Universidade da Califórnia, em São Francisco (EUA), Tung Gia Phan, teve parceria na descoberta, que foi publicada na revista Virology.
 

terça-feira, 23 de junho de 2015

Os ramos da BIOTECNOLOGIA

O termo biotecnologia atualmente aparece na mídia restrito apenas a alimentos transgênicos e clonagem humana. A biotecnologia, na verdade, não se limita apenas a estes estudos e extende-se por uma vasta gama de pesquisas científicas, incluindo o Projeto Genoma, que trouxe aos pesquisadores inúmeras e valiosas informações sobre o DNA humano.
A amplitude que a biotecnologia alcançou deveu-se, principalmente, aos avanços em outras linhas de pesquisa, como a biologia molecular, a bioquímica e a genética. Essas vertentes de fato impulsionaram a evolução da biotecnologia.
A biotecnologia abrange toda e qualquer técnica que utiliza organismos vivos com a finalidade de produzir ou modificar determinados produtos. A obtenção de proteínas através do DNA recombinante, a cultura de tecidos e a cultura de células vivas ou enzimas celulares são os principais estudos da biotecnologia.
O estudo do DNA recombinante, por exemplo, promoveu a criação de diversos fármacos como a insulina humana, o hormônio do crescimento e a vacina contra a hepatite B. A produção de anticorpos monoclonais, outra técnica aplicada pela biotecnologia, proporcionou inovações em tratamentos de algumas doenças, como o câncer e trouxe avanços na avaliação de doenças imunes.
Alguns medicamentos amplamente utilizados no mercado farmacêutico foram produzidos e desenvolvidos através da biotecnologia, como medicamentos utilizados no tratamento da AIDS, do infarto do miocárdio, da leucemia e da esclerose múltipla e contribuíram enormemente para a melhoria da qualidade de vida de toda a humanidade.
O Projeto Genoma Humano foi um marco na história da ciência, pois disponibilizou incontáveis informações aos cientistas. Seu resultado foi o mapeamento dos genes humanos. Tudo começou em 1953, quando os cientistas James Watson e Francis Crick propuseram o modelo da dupla hélice para a estrutura do DNA, um grande feito na época, revolucionando a genética e a biologia molecular. De 1953 até hoje, grandes avanços foram feitos para se chegar ao sequenciamento do genoma humano, projeto finalizado em 2003. Segundo um de seus coordenadores, o Projeto Genoma Humano é o fim do começo, ou seja, os resultados encontrados são apenas o início de novas descobertas.
O detalhamento do genoma humano forneceu aos cientistas informações valiosas sobre o DNA humano, assim como outras partes que o influenciam. Devido a esse mapeamento já se fala hoje em produção de remédios personalizados, ou seja, medicamentos que suprem as falhas inerentes ao organismo do indivíduo, assim como a manutenção de seus genes defeituosos, área de pesquisa denominada farmacogenética.
A biotecnologia hoje é responsável por grande parte dos investimentos em pesquisa, devido aos benefícios que propicia. É uma das áreas mais importantes e certamente uma das mais promissoras de estudo, o que é bastante encorajador para o profissional da biologia. Por ser uma das áreas que mais vem crescendo nos últimos anos e por sua aplicabilidade na área profissional, tem um papel relevante em muitas linhas de pesquisa, o que a torna atraente para o mercado de trabalho, com grandes perspectivas de desenvolvimento profissional.
Através dos estudos da biotecnologia já há esperanças para a cura de doenças raras como a do físico Stephen Hawking, portador de esclerose lateral amiotrófica (paralisação e enfraquecimento dos músculos). Estudos avançados estão sendo realizados e avanços reais serão possíveis devido às aplicações da biotecnologia. Quem sabe daqui a alguns anos poderemos ter medicamentos que possam curar doenças de grande mortandade, como o câncer.

Fonte: http://bioblogucg.blogspot.com.br/2006/11/os-ramos-da-biotecnologia.html


terça-feira, 16 de junho de 2015

Biotecnologia na indústria farmacêutica

O desenvolvimento da biotecnologia trouxe consigo inúmeras contribuições para as mais diversas áreas, dentre essas áreas a farmacêutica foi provavelmente uma das mais afetadas positivamente por esse desenvolvimento. A possibilidade de desenvolver medicamentos mais eficientes e adequados a cada paciente abriu um leque de possibilidades que irá beneficiar não só os pacientes que contarão com medicamentos personalizados como também a própria indústria farmacêutica que verá seus lucros aumentarem consideravelmente.

O potencial da biotecnologia na área farmacêutica atrai os olhares não só da comunidade científica como também de investidores que desejam aplicar seus capitais em mercados promissores. A corrida por patentes e novas modalidades de tratamento é uma garantia de retorno financeiro que os investidores mais visionários não hesitam em investir. As pautas de diversos congressos farmacêuticos ao redor do globo frequentemente tem em suas pautas principais o uso da biotecnologia pelo setor.

Os detalhes pormenorizados sobre o desenvolvimento de medicamentos que utilizam os princípios da biotecnologia podem ser de difícil entendimento para os mais leigos, porém seus resultados são tão eficientes que podem parecer surreais quando comparados aos tratamentos convencionais existentes.

A utilização da biotecnologia na área farmacêutica oferecerá novas abordagens no tratamento como no diagnóstico e prevenção de doenças. Em um futuro próximo, casais que pretendem ter filhos poderão efetuar o mapeamento genético de ambos para verificar genes que possam desenvolver doenças hereditárias, a fabricação de medicamentos personalizados com base na carga genética será uma revolução na produção farmacêutica, essa nova forma de produção medicamentosa inclusive já possui um termo para designá-la: farmacogênese 2.0.

Tecnologia está a favor da indústria farmacêutica


Fonte: http://www.portaleducacao.com.br/farmacia/artigos/50768/biotecnologia-na-industria-farmaceutica

Biotecnologia Agrícola

Por milhares de anos, os homens têm manipulado a natureza para obter a melhor colheita e criar o melhor gado. Ao juntarmos várias cepas de animais ou culturas temos orientado o desenvolvimento de muitos organismos. Se você der um passo atrás no tempo, há milhares de anos as culturas eram bem diferentes – em algumas casos nós nem as reconheceríamos mais!
biotecnologia agrícola é um conjunto de ferramentas e disciplinas destinadas a modificar os organismos para um objetivo em particular. O propósito pode incluir praticamente tudo, indo da busca de maiores rendimentos na lavoura ao desenvolvimento de uma resistência a certas doenças. Embora existam inúmeros meios de alcançar esses objetivos, o método que tende atualmente a atrair a atenção pública é a modificação genética.
Biotecnologia agrícola
© iStockphoto.com/Moxduul
Os genes são a unidade básica da informação hereditária. Um gene é um segmento do ácido desoxirribonucléico (DNA) que exprime uma característica particular ou serve para uma função específica. Os genes determinam tudo – da cor de seus olhosou se você terá ou não alergia a certas substâncias.
Uma vez que a gente vem aprendendo cada vez mais quais são os genes que afetam os mais diferentes aspectos de um organismo, é possível manipulá-los para obter determinada característica ou função. Uma forma de fazer isso é pegar a informação genética de um organismo e introduzi-la em outro – mesmo que este outro organismo pertença a uma espécie completamente diferente. Por exemplo, se você descobriu que uma bactéria em particular tem resistência a determinado herbicida, você pode pinçar tais genes e introduzi-los em determinadas culturas. Então você pode usar herbicidas para acabar com as pragas nas plantas e ervas daninhas enquanto as culturas se mantém a salvo.
Enquanto algumas pessoas podem pensar que uma mudança nos organismos em um nível tão fundamental vai contra à natureza, a verdade é que temos usado métodos “crus” para modelar os organismos durante séculos. Quando os agricultores fazem o cruzamento entre plantas, eles estão usando uma forma mais primitiva dessa metodologia. Mas com o cruzamento, todos os genes de um tipo de organismo são introduzidos em todos os genes do segundo organismo. Nesses casos falta precisão e talvez sejam necessárias gerações e gerações de plantas para que o agricultor alcance o resultado desejado.
A biotecnologia agrícola permite aos cientistas escolher exatamente quais genes serão introduzidos em um organismo.
fonte:http://ciencia.hsw.uol.com.br/biotecnologia-agricola.htm

Evento de Aquacultura do Inpa reúne técnicas inovadoras de biotecnologia para a preservação de peixes amazônicos

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA/MCTI), reuniu nesta terça-feira (28), no I Workshop Internacional de Aquacultura na Amazônia pesquisadores especializados em piscicultura com intuito de debater temas relacionados à reprodução e produção de peixes neotropicais, dentre outros assuntos.
O coordenador do Workshop, o diretor do Inpa, Luiz Renato de França, conta que as metas e objetivos do Workshop foram alcançados logo no planejamento do evento. “A minha intenção era a integração entre os pesquisadores da região com os pesquisadores estrangeiros da Holanda e Noruega, e então aproveitei para criar este evento onde todas as instituições pudessem colaborar”, explicou França.
Durante a palestra, o também pesquisador discorreu sobre o Transplante de células germinativas em peixes, e também ressaltou sobre as grandes possibilidades e potencialidades dessa nova biotecnologia, que continua avançando.
“Com os transplantes dessas células, temos a possibilidade de preservar espécies que estão em perigo de extinção, de usar outra espécie de peixes para produzir gametas de peixes que não se reproduzem em cativeiro. E acelerar a maturidade sexual das espécies, pois há espécies que levam sete anos para atingir a maturidade sexual, e transplantando as células germinativas, demora em torno de dois meses para o peixe produzir espermatozoide”, explicou França.
Trazendo a biotecnologia de transplantes de células germinativas para a Amazônia, França revela que os estudos feitos em pirarucu, ainda estão em fase inicial. “Começamos a transplantar células germinativas da larva de pirarucu na larva de tilapia, e agora nós estamos observando o desenvolvimento dessas células. Um estudo de desenvolvimento da espermatogênese (processo de formação de espermatozoides) é difícil de aplicar no pirarucu. Para a produção na aquacultura da Amazônia ainda não seria um modelo, pois ainda estamos estudando os fatores ambientais da região”.
Produção de alevinos movimenta economia do Amazonas
O pesquisador do Inpa, Alexandre Honczaryk, discorreu em sua palestra de Produção de Alevinos na Amazônia, a história da piscicultura no Inpa nos estudos e produção de alevinos (peixes recém saído do ovo) do tambaqui e matrinxã, e explicou a dificuldade de encontrar os alevinos na natureza, ressaltando a importância da criação de alevinos para o mercado e para a preservação e conservação da espécie.
”No tempo em que começamos as pesquisas, o matrinxã e o tambaqui eram as principais espécies de pesca e consumo na região, e não tinham produção de alevinos em cativeiro, então os alevinos eram coletados na natureza, para então realizar testes com fazendeiros nos arredores de Manaus. Com o avanço da produção e melhores estruturas, passamos a desenvolver técnicas para a reprodução e produção de alevinos do pirarucu”, revelou o pesquisador.
Honczaryk também informou que hoje, a produção dos alevinos movimenta a economia do estado, e essencial, principalmente em épocas de cheias do rio. “Em determinas épocas não há peixes suficientes para atender a demanda do mercado, pois nas cheias dos rios os peixes se refugiam nos igapós, possibilitando que os peixes da piscicultura abasteçam o mercado”, finalizou o pesquisador do Inpa.
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Criação de matrinxã em cursos d´água
O pesquisador do Inpa, Jorge Daniel Indrusiak o qual exerce uma função social notável na qualidade de vida de pequenas famílias rurais, falou sobre a importância da criação de matrinxã em curso d´água para famílias que disponibilizam de poucos recursos financeiros no interior do Amazonas.
“As pessoas do interior ou que moram em assentamentos e áreas rurais, não tem acessos a peixes, porém possuem igarapés que são capazes de cria-los, então o Inpa começou a desenvolver tecnologias para que eles pudessem ter peixe pelo menos para comer. É vital para a sustentabilidade dessas pessoas criar seus próprios peixes”, disse Indrusiak.
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Instituições parceiras
Participaram também do Workshop a Secretaria de Estado de Reprodução Rural (Sepror), representando o Governo do Estado do Amazonas, a Universidade Nilton Lins, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e ainda a Universidade de Utrecht da Holanda e o Instituto de Pesquisa Marinha da Noruega.
Durante o workshop ainda foram abordados assuntos como: políticas públicas para o desenvolvimento da aquicultura no Amazonas; as infraestruturas e as pesquisas de aquicultura e pesca da Noruega; o estado atual e desafios no setor de pesca da Embrapa em Tocantins; pesquisas para base de desenvolvimento da indústria de peixes da Amazônia; reprodução e conservação de espécies na criobiologia; metais pesados como desregularizadores endócrinos em peixes neotropicais; efeito da temperatura e alimentação na maturação sexual de salmão e bacalhau, restrições reprodutivas na aquicultura de salmão utilizando genômicas e perspectivas futuras para a área de aquicultura.
Fonte: http://portal.inpa.gov.br/index.php/ultimas-noticias/1111-evento-de-aquacultura-do-inpa-reune-tecnicas-inovadoras-de-biotecnologia-para-a-preservacao-de-peixes-amazonicos

FUNGOS DE INTERESSE INDUSTRIAL

Os fungos influenciam a vida do homem participando de processos desejáveis ou prejudiciais.
Os fungos encontram-se amplamente em todos os ecossistemas e habitats. Podem ser parasitas, simbiontes, sendo, em sua grande parte, sapróbios.
Crescem onde existe matéria orgânica disponível, viva ou morta, geralmente apreciando calor e umidade. Água, solo, troncos, folhas, frutos, sementes, excrementos, insetos, alimentos frescos e processados, têxteis e inúmeros outros produtos fabricados pelo homem constituem substratos para o desenvolvimento de fungos.
O reino Fungi está dividido em Mixomycota (fungos limosos ou gelatinosos) e Eumycota (fungos verdadeiros).
Os fungos verdadeiros ou Eumycota foram divididos em 4 subdivisões:
  1. - Mastigomycotina (4 classes) - fungos inferiores
  2. - Zygomycotina (2 classes) - fungos inferiores
  3. - Ascomycotina (6 classes) - fungos superiores
  4. - Basidiomycotina (3 classes) - fungos superiores
  5. - Deuteromycotina (3 classes) - fungos imperfeitos
1 - Mastigomycotina
Inclui muitos fungos parasitas obrigatórios que causam sérias doenças em plantas, e fungos aquáticos. Normalmente, associados com matéria orgânica em decomposição.
2 - Zygomycotina
  • Destacam-se os gêneros Rhizopus e Mucor .
  • Rhizopus, Mucor: Produção de enzimas amilolíticas (amilases e glucoamilases) para a produção de alimentos.
  • Rhizopus: Produção de enzimas pécticas empregadas na clarificação de sucos de frutas.
  • Desde 1950, esse gênero tem sido empregado na indústria farmacêutica para introduzir grupos OH em córtico-esteróides para a produção de preparações contendo corticóides.
  • Rhizomucor miehei e Rhizomucor pusillus: produzem a enzima protease rennet, usada na produção de queijos.
  • Rhizopus stolonifer: responsável pôr doenças em frutas durante o armazenamento e transporte, provocando o amolecimento de batatas, morangos, framboesas, pêssegos, etc.
3 - Ascomycotina
  • *Gênero Aspergillus:
    • A . niger: Produção de ácido cítrico; ácido glucônico;
    • - Produção de enzimas.
  • *Gênero Penicillium: (fungo azul-verde)
    • - Manufatura de queijos;
    • - Produção de antibióticos;
    • - Parasita de plantas;
    • - Produção de enzimas.
  • *Gênero Neurospora: (bolor vermelho do pão)
    • - Produz contaminações em padarias, causando perdas econômicas.
4 - Basidiomycotina
  • Formadores de cogumelos (Agaricus campestris, Lentinula edodes, Pleurotus ostreatus etc).
  • Parasitam e destroem material lignocelulósico.
Características Fisiológicas
  • - Faixa de temperatura de crescimento: 0 - 35oC
  • - Temperatura ótima: 20 - 30oC
  • - Faixa de pH de crescimento: 2,0 - 8,5
  • - pH ótimo: 4,5 - 5,5
- Necessidades hídricas:
  • - Bolores < Leveduras < Bactérias
  • - Aw (atividade de água) menor que 0,70 inibe o crescimento da maioria dos bolores que causam a deterioração de alimentos.
  • - Aw = estima a proporção de água disponível no sistema para reações bilológicas, bioquímicas e químicas.
    Organismo
    Aw mínimo para crescimento
    Bactérias
    0.91
    Leveduras
    0.88
    Bolores
    0.80

6. Os Fungos na Biotecnologia

Muitas espécies de fungos tem sido testadas e utilizadas para a produção de substâncias de interesse industrial ou médico:
  • O etanol, ácido cítrico, ácido glucônico, aminoácidos, vitaminas, nucleotídeos e polissacarídeos são exemplos de metabólitos primários produzidos por fungos, enquanto que os antibióticos constituem importantes metabólitos secundários.
Além da aplicação em indústrias de fermentação, novos aspectos biotecnológicos têm sido explorados, inclusive de caráter ambiental, ou seja, os fungos podem atuar como agentes benéficos à melhoria do meio ambiente:
  • - Tratamento de resíduos líquidos e biorremediação de solos poluídos;
  • - Mineralogia e biohidrometalurgia;
  • - Produção de biomassa, incluindo proteína comestível;
  • - Tecnologia de combustíveis, particularmente na solubilização de carvão;
  • - Emprego em controle biológico
7. Leveduras
  • As leveduras, são fungos como os bolores, mas se diferenciam deles por se apresentarem predominantemente sob forma unicelular. Por serem células mais simples, elas crescem e se reproduzem mais rapidamente do que os bolores.
  • Uma levedura típica consta de células ovais, que se multiplicam assexuadamente comumente por brotamento ou gemulação.
  • A maioria das leveduras, não vive no solo mas adaptou-se a ambientes com alto teor de açúcares, tal como néctar das flôres e a superfície de frutas.
  • As leveduras fermentativas vêm sendo exploradas pelo homem há milhares de anos, na produção de cerveja e do vinho e na fermentação do pão, embora, somente no século dezenove tenha sido reconhecida a natureza biológica dos agentes responsáveis por estes processos.
  • As leveduras são classificadas em todas as três classes de fungos superiores: ascomicetos, basidiomicetos e fungos imperfeitos.
  • O principal agente da fermentação alcoólica, Saccharomyces cerevisae, é uma levedura ascomicética.
7.1. Utilização de Compostos de Carbono
A habilidade para fermentar açúcares varia entre os vários gêneros de leveduras.
  • - Fermentação vigorosa da glicose: Saccharomyces, Kluyveromyces, etc.
  • - Gêneros não fermentativos: Lipomyces
  • - Gênero Hansenula: espécies fermentativas e não fermentativas
7.2. Assimilação de Fontes de Carbono (Aerobiose)
  • Ocorre diferenças entre as espécies: pentose (xilose, amido, alcóois (manitol, sorbitol), ácidos orgânicos (ácido acético, lático, cítrico).
7.3. Leveduras de Interesse em Alimentos
  1. Top yeast: leveduras de superfície
  2. Botton yeast: leveduras de profundidade

S. cerevisae, S. calrsbergensis botton yeast, após o crescimento e fermentação precipitam. Usadas na panificação, cerveja, vinhos, etc

S. fragilis, S. lactis fermentam lactose (tratamento de resíduos)
S. roufii, S. mellis osmofílicas - frutas secas, xaropes, geléias
S. baillie fermentação de sucos (cítricos)
Torulopsis osmofílica - leite condensado
Candida produz grande quantidade de proteínas, ataca leite e derivados
Rodutorula deterioração de pickles, chucrutes e carnes (cor vermelha ou amarelo
Picchia, Hansenula, Debarymocyces, Thricosporum deterioração de pickles com produção de película, oxida o ácido acético e altera o sabor
Debaryomyces carnes, queijo e salsichas

fonte: http://www.biologiaviva.xpg.com.br/fungoindustri.htm

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Embrapa quer desenvolver, através da Biotecnologia, variedades de plantas resistentes à seca!

 

Fonte: www.youtube.com/ TVNBR

Vacinas: Importância e Produção


 
Uma vacina é uma preparação antigênica, que inoculada (administrada) num indivíduo induz uma resposta imunitária protetora específica de um ou mais agentes infecciosos.
O antígeno da vacina é normalmente composto por microrganismos (vírus ou bactérias) completos, mortos ou atenuados, ou de um fragmento desses microrganismos, por exemplo, uma parte da parede celular de uma bactéria, uma toxina inativa, etc.
O antígeno escolhido para uma vacina deve ser “imunogênico”, ou seja, deve desencadear uma reação imunitária e não provocar a doença. A vacina é uma medida de proteção que induz no indivíduo uma resposta imunitária como se tivesse sido realmente infectado pelo microrganismo.
O antígeno da vacina é apresentado em pequenas quantidades na dose da vacina, numa forma purificada, diluído num líquido estéril e por vezes combinado com adjuvantes, que amplificam a reação imunitária.
A produção de vacinas
A produção de vacinas exige um enorme conhecimento técnico e um controle de qualidade sem paralelo.
As vacinas têm um processo de produção complexo combinando métodos de fabrico biológicos e farmacêuticos, sendo por isso produtos biofarmacêuticos. Os lotes produzidos são de grande dimensão e contêm geralmente mais de 100.000 doses.
Diversos procedimentos de controlo garantem que cada lote apresenta um padrão de qualidade elevado e homogêneo.
Há duas fases principais na produção das vacinas:
·          A fase biológica, que envolve a preparação dos antígenos
Nesta fase identificam-se e fazem-se culturas dos microrganismos (bactérias ou vírus), que são posteriormente purificados e atenuados ou inativados (mortos)
·         A fase farmacêutica, que consiste na obtenção final do produto pronto a usar.
Nesta fase adicionam-se outros componentes para obter uma formulação final com características ideais para o enchimento e embalagem, com vista à posterior administração. 
 
 
 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Alimentos transgênicos

Entre 29 e 31 de outubro, o Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), ligado à Universidade de Campinas (Unicamp), realizou os seguintes eventos: “Seminário sobre inovações tecnológicas na cadeia produtiva do tomate: geoprocessamento e agricultura de precisão” e “Seminário sobre Biotecnologia na produção de alimentos”. O primeiro teve como objetivo divulgar as tecnologias empregadas nas diferentes etapas da cadeia produtiva do tomate. Já o segundo procurou mostrar o uso da biotecnologia tanto nos alimentos de origem vegetal quanto nos de origem animal.

O geoprocessamento e a agricultura de precisão são ferramentas tecnológicas importantes tanto no setor agrícola quanto no de alimentos. Juntas, elas auxiliam os agricultores a obterem informações sobre as regiões produtoras e a identificarem os fatores causadores da variabilidade produtiva. É possível saber, através do processamento de imagens, qual a melhor cultura para cada região, baseando-se em características de clima e de solo.

Durante o evento, foram destacados temas relacionados à cadeia produtiva dos dois tipos de tomates existentes no mercado, o de mesa e o industrial. Evindenciou-se a importância de manter a qualidade do produto obtido, através da implementação e da utilização de boas práticas agrícolas. O uso de programas de controle de riscos (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle, APPCC) e a importância de utilizar embalagens adequadas para o transporte também mereceram destaque.

Um dos representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Carlos Alexandre Gomes, apresentou dados sobre a presença residual de agrotóxicos no tomate comercializado em diferentes regiões do país. Além disso, ele comentou como funciona o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), esclarecendo como se dá o monitoramento no Brasil. A apresentação desses dados foi importante, pois esclareceu, ao público, como está o nível de contaminação dos alimentos que chegam à população.


Uso da tecnologia em busca de qualidade

No seminário sobre biotecnologia, foram debatidos temas que abrangeram desde o histórico do setor na produção de alimentos, o seu panorama mundial e brasileiro, até o uso de transgênicos na alimentação. A utilização dessa tecnologia tanto nos alimentos de origem vegetal quanto nos de origem animal foi assunto recorrente.

A diferenciação entre produtos convencionais e transgênicos pode ser feita a partir de algumas técnicas. Foram citadas, durante o seminário, as que se baseiam na observação fenotípica ou na detecção de proteínas ou de DNA. No caso da detecção de uma proteína específica, dois métodos são utilizados: o imunocromatográfico e o Elisa. Para a detecção do DNA do transgene, utiliza-se o PCR e o PCR em tempo real.

Em busca de uma alimentação saudável, a ciência desenvolve técnicas que auxiliam o produtor e a indústria a produzirem mais e com maior qualidade nutricional. É através deste contexto que se insere a biofortificação, técnica que permite a viabilização de produtos de origem vegetal e animal com melhor valor nutritivo. Esta é uma das ferramentas que a biotecnologia dispõe para aumentar a qualidade dos alimentos e que mereceu destaque no seminário.

Ao mesmo tempo, há um aumento na produção das indústrias e, conseqüentemente, o crescimento da quantidade de resíduos, que muitas vezes não são utilizados. Parte desse material é vendida para indústrias estrangeiras, que a transformam em produtos de alto valor agregado. Em vista disso, foram apresentadas pesquisas, que visam à utilização desse residual. A seleção de linhagens celulolíticas e lignolíticas de fungos de bactérias e de leveduras e o desenvolvimento de um equipamento hidrolisador de resíduos vegetais em escala piloto são alguns exemplos.

O Ital pesquisa e desenvolve diferentes tipos de produtos, através da biotecnologia. Dentre as suas atuais linhas de pesquisa, destacam-se a prospecção de bactérias lácticas e probióticas de interesse industrial e a produção de conservantes naturais e de ingredientes para produtos funcionais.

O desenvolvimento de produtos a partir de técnicas de manipulação genética, base da biotecnologia, possui uma legislação específica, descrita na Lei de Biossegurança. Os principais aspectos desse regulamento, a sua abrangência e as ações da Anvisa foram os destaques da palestra de um dos representantes da Agência, Lucas Medeiros Dantas.
Fonte: http://www.biotec-ahg.com.br/index.php/acervo-de-materias/agrobiotecnologia/465-biotecnologia-na-producao-de-alimentos

terça-feira, 9 de junho de 2015

Biorremediação

O que é?

            A biorremediação é a técnica que consiste na aplicação de processos biodegradáveis no tratamento de resíduos para recuperar e regenerar ambientes (principalmente água e solo) que sofreram impactos negativos, mantendo o equilíbrio biológico em ecossistemas. Também é chamada de biotecnologia ambiental, por usar, de forma controlada, processos microbiológicos que ocorrem normalmente na natureza para remover poluentes. Especificamente, a biorremediação atua através da introdução de processos biológicos adicionais para a decomposição dos resíduos que favorecem e incrementam a velocidade do processo natural de degradação. A grande maioria dos compostos orgânicos conhecidos, de origem animal ou vegetal, bem como muitos agentes químicos tóxicos, podem ser biodegradáveis através de técnicas de biorremediação.
             Os microrganismos, agentes da biorremediação, estão presentes em todos os lugares e em populações variáveis. Porém a interferência humana no meio ambiente, particularmente a acumulação de grandes quantidades de resíduos orgânicos e de elementos tóxicos, afeta o equilíbrio ecológico de duas formas:
                          1.    Pode destruir um ou mais elementos da cadeia alimentar, rompendo o equilíbrio entre os organismos. Conseqüentemente, fontes de nutrientes não serão mais recicladas, ocorrendo acumulação de resíduos potencialmente perigosos e proliferação de organismos patogênicos;
                          2.    O excesso de resíduos não só destrói o equilíbrio natural em um ecossistema como também leva à destruição de habitats naturais (por exemplo, poluição da água) e coloca em risco a saúde humana.
             É comum ocorrer em sistemas de tratamento de efluentes desequilíbrios no processo biológico que refletem em conseqüências negativas como: baixa eficiência do tratamento, exalação de odores desagradáveis, acúmulo de sólidos, depósito de gorduras, etc. Os fatores que levam a esse desequilíbrio podem ser devidos a sobrecargas, alterações bruscas de pH, concentrações excessivas de agentes de limpeza, detergentes, branqueadores, produtos químicos, pesticidas e fertilizantes sintéticos, causando reduções nas populações microbianas e queda da atividade biológica.
             Uma das técnicas mais utilizadas da biorremediação é a aplicação de microrganismos selecionados (bioaumentação), que acelerem o processo de degradação da matéria orgânica, para incrementar a população microbiana no sistema de tratamento, recuperando e/ou aumentando a eficiência do processo biológico.

fonte: http://www.uenf.br/uenf/centros/cct/qambiental/ef_biorremediacao.html

Biotecnologia: a nova arma contra o Câncer



São Paulo - Avastin, Humira, Rituxan, Enbrel, Lantus, Herceptin e Remicade. Esses são os nomes de sete medicamentos que até 2014 devem estar no ranking dos dez maiores do mundo em termos de receita, segundo a EvaluatePharma, uma das principais consultorias do setor.
Todos são fruto de uma frente de pesquisas promissora, a biotecnologia. Em vez de componentes químicos, a técnica usa células e outros organismos vivos para tratar doenças. Em 2000, havia apenas um biotecnológico na lista das dez drogas que geravam mais receitas para as farmacêuticas.
Hoje eles são cinco — indicados para tratar doenças que vão de artrite a diabetes. Esse crescimento se deu em parte por razões científicas. A evolução da engenharia genética e o mapeamento do genoma humano, concluído em 2003, permitiram aos cientistas desenvolver pesquisas para tratamentos mais eficazes.
Como as substâncias dos biotecnológicos caem na circulação sanguínea e só atacam as células que se combinam com seu antídoto, esses remédios causam menos efeitos colaterais e são considerados ideais para pacientes com  tumores. Nesse sentido, diferem de tratamentos como a quimioterapia, que combate qualquer célula que se reproduza rapidamente, mesmo saudável.
Na lista das drogas que mais faturam hoje, duas são biotecnológicas indicadas para o tratamento de câncer — número que deve crescer nos próximos anos. 
O interesse dos laboratórios pelos remédios feitos de células e organismos vivos tem também uma razão mercadológica. Recentemente, as patentes de alguns dos mais lucrativos medicamentos químicos começaram a expirar.
A fórmula do Lipitor, indicado para o tratamento do colesterol e, até o ano passado, detentor do título de remédio com maior faturamento do mundo, passou a ser compartilhada com os fabricantes de genéricos em março de 2010. Neste ano, o mesmo vai acontecer com outros 12 remédios de Roche, Novartis e outras companhias, que terão perda anual de 27 bilhões de dólares de receita até 2015.
As corporações estão investindo em biotecnologia numa tentativa de recuperar uma parcela das fontes de receita perdidas”, diz Michael Rosen, vice-presidente do ForestCity, grupo que controla o parque tecnológico do Massachusetts Institute of Technology (MIT).
Para os grandes laboratórios, as pesquisas em biotecnologia representam um vasto campo a ser explorado — uma realidade diferente das investigações com drogas químicas, há décadas o foco do setor. 
Uma das peculiaridades dos biotecnológicos é que a pesquisa e o desenvolvimento nessa área são mais caros do que a produção de remédios químicos. Por ser personalizados, é difícil testá-los em grande escala. Habituados às pesquisas químicas, alguns laboratórios deixaram o novo campo de lado por vários anos.
Numa tentativa de recuperar o tempo perdido, partiram para a aquisição de grandes empresas de biotecnologia — foi  o que fez a Pfizer ao comprar a Wyeth por quase 70 bilhões de dólares. Recentemente, o setor vem seguindo a lógica do mercado de internet, em que grandes corporações pagam bilhões por pequenas empresas que desenvolvem uma tecnologia considerada promissora.
Em abril, a inglesa AstraZeneca comprou por 1,2 bilhão de dólares a americana Ardea Biosciences, que estuda medicamentos para alguns tipos de câncer com menos de 100 funcionários. De certa forma, foi como a aquisição do aplicativo de fotografia Instagram pelo Facebook.
O que tem atraído a atenção das farmacêuticas em especial são as empresas dedicadas à pesquisa de um ou mais dos cerca de 200 tipos de câncer catalogados. Ao comprá-las, ganham alguns anos de pesquisa — em outras palavras, usam as aquisições como estratégia para atalhar o caminho até o lançamento de um remédio.    
No Brasil, a biotecnologia, embora nu­ma escala menor, também tem atraí­do investimentos. Após receber 50 milhões de reais de vários fundos, a Recep­ta Biopharma, de São Paulo, passou a desenvolver uma droga para combater o câncer de ovário batizada de RebmAb.
Baseado no que foi feito até agora, o Food and Drug Administration, órgão regulador americano, deu recentemente uma validação preliminar à fase final de testes.
Em março, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social anunciou investimentos em duas empresas: a Bionovis, formada pelos laboratórios Aché, EMS, Hypermarcas e União Química, e outra empresa ainda sem nome, dos laboratórios Biolab, Cristália, Eurofarma e Libbs.
Cada uma recebeu 500 milhões de reais. Mesmo os maiores entusiastas da biotecnologia concordam que os remédios químicos vão continuar sendo a grande fonte de receitas do setor — acima de 70% do faturamento global pelo menos até 2016.
Mas o futuro parece claro: a fronteira estará cada vez mais ligada à biotecnologia. É nela, também, que reside a esperança dos 12 milhões de pessoas diagnosticadas com câncer todos os anos.

Fonte: Revista Exame, exame.com