Uma vacina é uma preparação antigênica, que
inoculada (administrada) num indivíduo induz uma resposta imunitária protetora
específica de um ou mais agentes infecciosos.
O antígeno da vacina é normalmente composto
por microrganismos (vírus ou bactérias) completos, mortos ou atenuados, ou de
um fragmento desses microrganismos, por exemplo, uma parte da parede celular de
uma bactéria, uma toxina inativa, etc.
O antígeno
escolhido para uma vacina deve ser “imunogênico”, ou seja, deve desencadear uma
reação imunitária e não provocar a doença. A vacina é uma medida de proteção
que induz no indivíduo uma resposta imunitária como se tivesse sido realmente
infectado pelo microrganismo.
O antígeno
da vacina é apresentado em pequenas quantidades na dose da vacina, numa forma
purificada, diluído num líquido estéril e por vezes combinado com adjuvantes,
que amplificam a reação imunitária.
A produção de
vacinas
A produção de
vacinas exige um enorme conhecimento técnico e um controle de qualidade sem
paralelo.
As vacinas têm um
processo de produção complexo combinando métodos de fabrico biológicos e
farmacêuticos, sendo por isso produtos biofarmacêuticos. Os lotes produzidos
são de grande dimensão e contêm geralmente mais de 100.000 doses.
Diversos
procedimentos de controlo garantem que cada lote apresenta um padrão de
qualidade elevado e homogêneo.
Há duas fases
principais na produção das vacinas:
·
A fase biológica, que
envolve a preparação dos antígenos
Nesta fase
identificam-se e fazem-se culturas dos microrganismos (bactérias ou vírus), que
são posteriormente purificados e atenuados ou inativados (mortos)
·
A fase farmacêutica, que
consiste na obtenção final do produto pronto a usar.
Nesta fase
adicionam-se outros componentes para obter uma formulação final com
características ideais para o enchimento e embalagem, com vista à posterior
administração.

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