segunda-feira, 15 de junho de 2015

Vacinas: Importância e Produção


 
Uma vacina é uma preparação antigênica, que inoculada (administrada) num indivíduo induz uma resposta imunitária protetora específica de um ou mais agentes infecciosos.
O antígeno da vacina é normalmente composto por microrganismos (vírus ou bactérias) completos, mortos ou atenuados, ou de um fragmento desses microrganismos, por exemplo, uma parte da parede celular de uma bactéria, uma toxina inativa, etc.
O antígeno escolhido para uma vacina deve ser “imunogênico”, ou seja, deve desencadear uma reação imunitária e não provocar a doença. A vacina é uma medida de proteção que induz no indivíduo uma resposta imunitária como se tivesse sido realmente infectado pelo microrganismo.
O antígeno da vacina é apresentado em pequenas quantidades na dose da vacina, numa forma purificada, diluído num líquido estéril e por vezes combinado com adjuvantes, que amplificam a reação imunitária.
A produção de vacinas
A produção de vacinas exige um enorme conhecimento técnico e um controle de qualidade sem paralelo.
As vacinas têm um processo de produção complexo combinando métodos de fabrico biológicos e farmacêuticos, sendo por isso produtos biofarmacêuticos. Os lotes produzidos são de grande dimensão e contêm geralmente mais de 100.000 doses.
Diversos procedimentos de controlo garantem que cada lote apresenta um padrão de qualidade elevado e homogêneo.
Há duas fases principais na produção das vacinas:
·          A fase biológica, que envolve a preparação dos antígenos
Nesta fase identificam-se e fazem-se culturas dos microrganismos (bactérias ou vírus), que são posteriormente purificados e atenuados ou inativados (mortos)
·         A fase farmacêutica, que consiste na obtenção final do produto pronto a usar.
Nesta fase adicionam-se outros componentes para obter uma formulação final com características ideais para o enchimento e embalagem, com vista à posterior administração. 
 
 
 

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