sexta-feira, 10 de julho de 2015

Bioinformática



A bioinformática é a utilização de técnicas computacionais e matemáticas relacionadas ao conhecimento químico, físico, biológico para processar suas informações a respeito de genes, proteínas, enzimas bem como a simulação celular, alinhamento de sequências, o agrupamento de proteínas homólogas, a montagem de árvores filogenéticas e outros.Do ponto de vista científico, a bioinformática foi desenvolvida para analisar dados biológicos num curto período através do isolamento de patógenos e das características do hospedeiro. Tais realizações adquiridas pela bioinformática são obtidas pelo desenvolvimento de softwares que conseguem encontrar substâncias específicas para processar as informações precisas.As técnicas utilizadas para o aprendizado das máquinas utilizadas na bioinformática são: redes neurais artificiais, máquinas de vetores suporte, árvores de decisão, algoritmos genéticos, algoritmos de agrupamento, cadeias escondidas de Markov (HMMs). 
A bioinformática, também, permite construir modelos de componentes do nosso corpo empregando computadores. Esses modelos são representações simplificadas do mundo real, mas que nos ajudam a entender como nosso corpo funciona, como doenças surgem e como tratá-las. Mas essa definição é um pouco abrangente demais, e podemos tentar explicar isso com um pouco mais de detalhes.

Vamos imaginar um livro com instruções para a construção de uma máquina. Esse livro é o nosso DNA, e a máquina resultante é nada menos que nosso próprio corpo. Mas essas instruções estão escritas em letras muito pequenas, tão pequenas que são impossíveis de serem lidas pelos mais poderosos microscópios disponíveis no mundo hoje. Precisamos, assim, de ferramentas para ler e entender essas instruções. Note a diferença entre “ler” e “entender”.
Para “ler” essas instruções, são utilizadas máquinas chamadas de sequenciadores. Um ótimo filme que mostra o impacto dessas máquinas nas nossas vidas é chamado Gattaca, lançado em 1997. Mas para “entender”, precisamos de outros tipos de ferramentas, e a principal é a bioinformática (na verdade os sequenciadores também fazem uso da bioinformática, mas abordaremos isso em outro momento).
A bioinformática se dedica a tentar fazer sentido das instruções contidas no DNA para o funcionamento do nosso corpo. E, da mesma forma que quando uma máquina apresenta defeito precisamos ir ao seu manual, a chave para o entendimento das doenças que nos acometem e seu tratamento também está nestes estudos. Os modelos computacionais gerados pela bioinformática são assim utilizados no estudo de doenças e no desenvolvimento de novos medicamentos. Um exemplo da importância da bioinformática na saúde humana pode ser visto na existência de laboratórios nesta área na maioria das grandes indústrias farmacêuticas espalhadas pelo mundo, e no seu uso para o desenvolvimento de diversos medicamentos.

Hoje olhamos para a definição de Bioinformática com um pouco mais de detalhes. Aos poucos vamos aprofundando essa conversa, abordando como que essas instruções (DNA) podem gerar máquinas (proteínas) e influenciar tanto no desenvolvimento de doenças quanto ser chave para a busca de tratamentos.


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